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Porte cirúrgico na CBHPM: o que é e qual o porte das cirurgias mais comuns

O porte é a classificação de complexidade que a CBHPM dá a cada procedimento, e é o que determina o valor do honorário e quantos auxiliares são reconhecidos.

Esta página traz o porte, o código e o número de auxiliares de 22 cirurgias comuns de cirurgia geral, aparelho digestivo, ginecologia e obstetrícia.

O que faz o porte subir é a complexidade do ato: via de acesso, número de passos cirúrgicos e, em alguns casos, a idade do paciente.

Saber o porte é o primeiro passo. O segundo é conferir se o valor que caiu corresponde ao porte que foi realizado, porque o rebaixamento de porte é a glosa técnica mais frequente.

Se você chegou aqui querendo o porte de uma cirurgia específica, esta página é de consulta: vá direto às tabelas. A explicação de como o porte vira dinheiro vem depois delas, e o guia completo sobre a tabela CBHPM está em o que é a CBHPM e como ela define seu honorário.

O porte é a medida de complexidade que a CBHPM atribui a cada procedimento. São 14 portes, cada um com três subportes (A, B e C), escritos como número seguido de letra: 6C, 8A, 10B. Quanto maior o porte, maior o honorário de referência.

Cirurgia geral e aparelho digestivo

Procedimento Código Porte Aux.
Herniorrafia inguinal unilateral 31009115 6C 1
Herniorrafia incisional 31009107 7A 1
Herniorrafia inguinal unilateral por videolaparoscopia 31009336 7B 1
Herniorrafia inguinal em criança, unilateral 31009360 7B 1
Herniorrafia inguinal no recém-nascido ou lactente 31009123 7C 1
Apendicectomia 31003079 8A 2
Colecistectomia sem colangiografia 31005128 8C 2
Apendicectomia por videolaparoscopia 31003583 9C 2
Colecistectomia sem colangiografia por videolaparoscopia 31005497 9C 2
Colecistectomia com colangiografia por videolaparoscopia 31005470 10A 2
Gastroplastia para obesidade mórbida, qualquer técnica 31002218 10C 2
Gastroplastia para obesidade mórbida por videolaparoscopia 31002390 12B 2
Esofagoplastia 31001076 12B 2

Ginecologia e obstetrícia

Procedimento Código Porte Aux.
Cesariana, feto único ou múltiplo 31309054 8B 1
Histerectomia subtotal 31303080 9C 2
Histerectomia total, qualquer via 31303102 10A 2
Histerectomia total com anexectomia 31303129 10B 2
Histerectomia subtotal laparoscópica 31303200 10C 2
Histerectomia total ampliada 31303110 11B 2
Histerectomia total laparoscópica 31303218 11B 2
Histerectomia total laparoscópica com anexectomia 31303234 12A 2
Histerectomia total laparoscópica ampliada 31303226 12C 2

O que faz o porte subir

Olhando as duas tabelas juntas, três padrões explicam quase toda a variação.

A via de acesso. A colecistectomia sem colangiografia é 8C aberta e 9C por videolaparoscopia. A herniorrafia inguinal unilateral vai de 6C para 7B pelo mesmo motivo. É a mesma doença, no mesmo paciente, com porte diferente. Por isso a via precisa estar descrita na guia: quando não está, quem arbitra é o auditor.

Os passos incluídos no ato. Acrescentar a colangiografia leva a colecistectomia por vídeo de 9C para 10A. Na histerectomia o efeito é o mesmo e mais visível: total é 10A, com anexectomia é 10B, ampliada é 11B, e a laparoscópica ampliada chega a 12C. Do primeiro ao último há mais de dois portes cheios de diferença.

A idade do paciente. A herniorrafia inguinal é 6C no adulto, 7B na criança e 7C no recém-nascido ou lactente. Mesmo procedimento, complexidade reconhecidamente diferente.

O número de auxiliares também está na tabela, e entra na conta do que a equipe recebe. Herniorrafia prevê 1; colecistectomia, apendicectomia e histerectomia preveem 2. Auxiliar não reconhecido pela operadora é uma das glosas técnicas mais comuns.

Por que o porte não é o preço

Esta é a parte que mais gera confusão, e vale repetir: o porte não é um valor em reais. Ele diz o tamanho do procedimento em relação aos outros. O quanto cada tamanho vale sai do seu contrato com a operadora.

A conta tem duas partes: o valor do porte e o custo operacional, medido em UCO (Unidade de Custo Operacional). E os dois números são negociados, não são tabelados de forma universal.

Na prática isso significa que não existe "o valor da CBHPM". Existe o valor que o seu convênio paga, por qual edição da tabela, e se ele corrige esse valor com o tempo. Duas operadoras podem pagar a mesma colecistectomia 9C com diferença de centenas de reais, e as duas dirão que pagam "pela CBHPM".

O guia sobre a tabela CBHPM detalha o que conferir no contrato de cada operadora, e o guia sobre glosa explica o que fazer quando o porte pago vem abaixo do porte cobrado.

Saber o porte é o primeiro passo. O segundo é conferir o que caiu

Conhecer o porte não adianta se o repasse chega dois meses depois, agregado com outros procedimentos, e ninguém confere item a item. É exatamente aí que a diferença some.

No MedFIN você lança a cirurgia com o código e o porte, marca o recebimento quando o convênio paga, e o app mostra a diferença, inclusive porte rebaixado, rastreada por convênio.

MedFIN — aba Cirurgias da Produção: procedimentos lançados com convênio, valor cobrado e status do recebimento
A aba Cirurgias do MedFIN: cada procedimento com convênio, valor e status — é aqui que porte rebaixado e glosa aparecem.

Perguntas frequentes

O que é o porte de uma cirurgia na CBHPM?

O porte é a medida de complexidade que a CBHPM atribui a cada procedimento. São 14 portes, cada um dividido em três subportes (A, B e C), escritos como um número seguido de uma letra: 6C, 8A, 10B. Quanto maior o porte, maior o honorário de referência. O porte hierarquiza os procedimentos entre si, mas não define um valor em reais: o quanto cada porte vale sai do contrato entre o médico e a operadora.

Qual o porte da colecistectomia videolaparoscópica?

A colecistectomia sem colangiografia por videolaparoscopia (código 31005497) é porte 9C e prevê 2 auxiliares. Sem videolaparoscopia (código 31005128) ela cai para 8C, e com colangiografia por videolaparoscopia (código 31005470) sobe para 10A.

Qual o porte da apendicectomia e da herniorrafia inguinal?

A apendicectomia (código 31003079) é porte 8A com 2 auxiliares, e por videolaparoscopia (código 31003583) é 9C. A herniorrafia inguinal unilateral (código 31009115) é porte 6C com 1 auxiliar, sobe para 7B por videolaparoscopia (código 31009336) e também para 7B quando feita em criança (código 31009360).

Por que a mesma cirurgia tem portes diferentes?

Três fatores explicam quase toda a variação. A via de acesso: a colecistectomia é 8C aberta e 9C por videolaparoscopia. Os passos incluídos no ato: acrescentar a colangiografia leva a colecistectomia por vídeo de 9C para 10A, e na histerectomia a diferença entre total (10A) e laparoscópica ampliada (12C) passa de dois portes cheios. E a idade do paciente: a herniorrafia inguinal é 6C no adulto, 7B na criança e 7C no recém-nascido ou lactente.

Quanto vale um porte em reais?

Não existe um valor universal. A CBHPM hierarquiza os procedimentos por porte, e o valor em reais de cada porte é negociado no contrato com cada operadora, somado ao custo operacional medido em UCO (Unidade de Custo Operacional). Duas operadoras podem pagar a mesma cirurgia de porte 9C com centenas de reais de diferença, e ambas dirão que pagam pela CBHPM. Por isso vale conferir no contrato qual edição da tabela ele referencia, qual o valor do porte e da UCO praticados, e se há correção anual.

O número de auxiliares muda o que eu recebo?

Sim. A CBHPM define quantos auxiliares cada procedimento prevê, e isso entra na conta do que a equipe recebe. Herniorrafia inguinal prevê 1 auxiliar; colecistectomia, apendicectomia e histerectomia preveem 2. Auxiliar previsto na tabela e não reconhecido pela operadora é uma das glosas técnicas mais comuns, e é recorrível.

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